Sem risco não há história, nem vida

Poucos pensam nisso, mas o valor de uma pessoa, ou a chance de “ir longe”, é diretamente proporcional ao risco envolvido em cada decisão. E esse depende um pouco do apetite que a pessoa tem para conviver com o risco.


Amyr Klink diz em seu Master Talks:
“Eu gosto de barco porque afunda. Se entrar água afunda. E a simples certeza de que pode afundar, e que eu posso morrer, ela é extremamente educativa”.

Storytelling tem a ver com os riscos que o protagonista toma.


Quando maior for o valor em jogo ou a conquista caso seja bem-sucedido, maior é o risco envolvido.


Para escrever histórias, planejar discursos ou até mesmo planejar uma ação dentro da empresa, algumas perguntas são fundamentais, mas praticamente ignoradas pelas pessoas. São elas:

  • O que de pior pode acontecer com o protagonista?

  • O que de pior pode acontecer com nosso time caso não cheguemos no nosso desejo?

  • O que está em risco?

  • O que podemos perder caso não tenhamos sucesso?

Essas perguntas parecem pessimistas, mas são extremamente realistas. A vida não vai ter pena da gente. Por isso devemos nos preparar para lidarmos com o risco de sair de casa, andar de carro, investir na bolsa, dar uma palestra, abrir um negócio, decidir casar, decidir ter filhos, enfim, tudo!


Se aquelas perguntas têm uma resposta fraca, ou simples, do tipo:
Se falharmos não vamos perder nada. Isso é a receita para uma história fraca. E uma vida sem graça.

Geralmente damos valor aquelas coisas que possuem muitos riscos associados:

  • nossa liberdade,

  • nossa autenticidade,

  • falar a verdade,

  • abrir um negócio,

  • se entregar de corpo e alma para um relacionamento,

  • e a lista nunca acaba.

Por isso que sempre trago nos meus cursos e palestras a importância de criar um protagonista que, no começo da história, corre riscos importantes. E estes riscos devem mexer com a audiência. Só assim você terá a tão desejada atenção e o interesse do começo ao fim. Faça perguntas antes de escrever o roteiro para definir como será a tragetória do protagonista:

  • O que você está disposto(a) a arriscar para conseguir o que quer?

  • Você está preparado para enfrentar esses riscos?

  • O que vai acontecer com você se não conseguir?

Isso vale para filmes, histórias no mundo corporativo e na nossa vida inteira.


Acha que não? Experimente então provocar a tal da “vida” e brincar com o tal do “risco”.

Vai dar ruim.


Por outro lado, quanto maior a dificuldade, mais forte temos que ser.

Isso sim é ser um protagonista forte.


Aprenda no vídeo abaixo, lições com o mestre dos mares, Amyr Klink, em um episódio com momentos selecionados de seu Master Talks. Você vai assistir uma vez e se lembrar pra sempre:






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